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Marcelo Rech, Inforel O Comandante da Marinha, Almirante Julio Soares de Moura Neto, afirmou nesta terça-feira que a presença do Brasil em missões de paz projeta o Brasil internacionalmente. De acordo com o Moura Neto, o êxito da Minustah se deve em grande parte ao trabalho realizado pelos militares brasileiros. Na sua opinião, a segurança alcançada no Haiti deve ser acompanhada do desenvolvimento econômico e social. “Precisamos fazer com que o Haiti caminhe com as próprias pernas”. Ele participou do encerramento do 1º Seminário de Operações de Paz Pró-Defesa, realizado pelo Corpo de Fuzileiros Navais e destacou a importância para as Forças Armadas a interação com o meio acadêmico. Segundo Moura Neto, “o seminário pretendeu discutir o futuro da missão e do próprio Haiti e isso não envolve apenas as Forças Armadas, mas toda a sociedade”. Modernização O Almirante Julio Soares de Moura Neto confirmou que o ministério da Defesa analisa as propostas recebidas do Exército, Marinha e Aeronáutica quanto às prioridades de cada uma. A partir dessas propostas, o ministério da Defesa vai elaborar um plano que contemple vários dos projetos destacados pelos comandos militares. Estima-se que os programas de reaparelhamento e modernização de cada força pode custar até US$ 20 bilhões. Segundo Moura Neto, as prioridades da Marinha são os submarinos convencionais e nuclear, a criação de uma esquadra na foz do rio Amazonas, o aumento do número de navios patrulha na Amazônia Azul, e o desenvolvimento e implantação do sistema de gerenciamento da Amazônia Azul. O Comandante da Marinha explicou que a construção dos submarinos convencionais terá início em 2010 na França com a transferência de tecnologia. Ele prevê seis anos para projetar os submarinos e outros seis anos para a construção. Moura Neto também assegurou o aumento dos recursos para o Corpo de Fuzileiros Navais e a aquisição de carros, viaturas para transportes, embarcações para o desembarque e uma 2ª Divisão Anfíbia.

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