Ministério da Defesa - Comando da Marinha
Brasil, um país de todos
Palavras do Comandante-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais na abertura do seminário PDF Imprimir E-mail

Em nome da Marinha do Brasil e, em particular, do seu Corpo de Fuzileiros Navais, saúdo, com muita alegria e satisfação as autoridades civis e militares, brasileiras e de nações amigas, presentes; os organizadores; a imprensa especializada; e os profissionais de defesa quem, em ambiente fraterno, participam deste evento tão relevante para o debate sobre as Operações de Paz, o qual conta com a honrosa participação das delegações da Organização das Nações Unidas, da Organização dos Estados Americanos, das nações amigas: Argentina, Canadá, Chile, Estados Unidos da América, e Haiti, do Comitê Internacional da Cruz Vermelha e das Organizações Não-Governamentais “Médicos Sem Fronteiras” e “Viva Rio”.
Cumprimento, também, com iguais alegria e satisfação, os representantes das diversas instituições nacionais protagonistas deste Seminário, dentre elas, o Ministério da Defesa, o Ministério das Relações Exteriores, a Secretaria de Assuntos Estratégicos, o Exército Brasileiro, a Universidade Federal do Rio de Janeiro, a Universidade Cândido Mendes e a Polícia Militar do Distrito Federal.
Aos representantes das Universidades, Faculdades, Institutos de Pesquisa e Escolas Superiores, nacionais e estrangeiras, que, sobremaneira, abrilhantam este evento com suas presenças, nossos sinceros agradecimentos por terem aceitado o convite formulado, na esperança de que a integração de alto nível entre o meio acadêmico e os mantenedores da paz seja útil a todos que trabalham em prol da paz mundial.
Ressalto que o Seminário prestes a se iniciar, está inserido no Programa PRO-DEFESA, dentro do projeto “O Brasil em missões de paz: inserção internacional, equipes integradas e ação no Haiti”, desenvolvido em parceria entre a Marinha do Brasil, representada por este Comando-Geral, a Escola de Guerra Naval, a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, representada por seu Instituto de Relações Internacionais, e a Universidade de Brasília, representada por seu Instituto de Relações Internacionais.
Permitam-me breve comentário sobre a trajetória histórica dos Fuzileiros Navais nas operações de paz. São dignos de destaque a primeira participação com observadores militares em apoio à missão das Nações Unidas na fronteira entre a Índia e o Paquistão em 1965 e o envio de contingente para integrar a Força Armada Interamericana – FAIBRÁS, sob a égide da Organização dos Estados Americanos, que atuou em operações de paz em Santo Domingo, República Dominicana, também, em 1965. Posteriormente, na década de 1990, os Fuzileiros Navais atuaram em proveito das missões de paz em Angola, Costa Rica, El Salvador, Honduras, Ex-Iugoslávia, Macedônia, Moçambique, Nicarágua, na fronteira de Uganda e Ruanda e, sob responsabilidade da OEA, no monitoramento da fronteira entre Peru-Equador e na remoção de minas em diversos países da América Central. Cabe, também, destacar as missões de paz ainda ativas, criadas na década dos anos 2000, que contam com a participação de Fuzileiros Navais: Colômbia, Costa do Marfim, Etiópia, Haiti, Libéria, Nepal, República Centro Africana, Saara Ocidental, Sudão e Timor Leste.
Todas essas operações e participações evidenciam o investimento e a prioridade da Marinha do Brasil em sua atuação nas operações de paz, o que proporcionou formidável conhecimento institucional agregado ao Corpo de Fuzileiros Navais. Atualmente, mais de 45% dos Oficiais Fuzileiros Navais possuem experiência em operações de paz e cada Batalhão de Infantaria de Fuzileiros Navais já participou do ciclo completo de preparação e envio de tropas para o Haiti por, pelo menos, três vezes, pois o Corpo de Fuzileiros Navais está presente no Haiti desde a abertura da Missão das Nações Unidas para Estabilização daquele país em 2004, encontrando-se em fase de preparação do seu 12º contingente para embarque em janeiro de 2010.
É este relevante cabedal de conhecimentos e de experiências profissionais valiosas, que adquirimos por meio de nossa participação em todas essas operações de paz, sujeitas a diferentes contextos e mandatos dos Organismos Internacionais, ao longo de mais de quatro décadas, que pretendemos compartilhar com o meio acadêmico no decorrer deste Seminário, a fim de que a discussão de soluções modernas, criativas e eficientes para problemas e questões comuns que hoje nos preocupam habilite-nos a servir cada vez mais e melhor aos nossos países.
Reitero minha satisfação em presidir este ato de abertura, desejando sucesso a todos os participantes do 1º Seminário de Operações de Paz Pró-Defesa e os votos de uma feliz e proveitosa permanência neste país e nesta maravilhosa cidade para aqueles vindos de outros rincões.
Muito obrigado,
ADSUMUS,
VIVA A MARINHA!